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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/21894| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Ontologia de um fantasma? Lukács e Sartre diante da revolução húngara de 1956 |
| Autor(es): | Bueno, João Pedro Alves |
| Primeiro Orientador: | Rago Filho, Antonio |
| Resumo: | Lukács e Sartre, autores de suma importância para o debate contemporâneo sobre o marxismo, buscaram, em suas obras de maturidade (principalmente em Para uma Ontologia do Ser Social e Critica da Razão Dialética, respectivamente) reexaminar de modo sistemático seus fundamentos teórico-filosóficos, no contexto da "desestalinização" da URSS. Filósofos profundamente engajados e comprometidos com a causa da emancipação humana - ainda que a partir de concepções distintas da práxis transformadora - suas obras não podem ser compreendidas senão como respostas teóricas às urgências de um tempo em convulsão, marcado pela emergência de processos de luta social que abalaram certezas e expectativas de ambos os lados da "cortina de ferro". Um acontecimento e particularmente marcante na experiência intelectual dos dois autores: a breve revolução húngara de 1956, massacrada pelas tropas soviéticas. O objetivo deste trabalho e entender a importância histórica desse acontecimento, o modo como os dois filósofos tomaram parte e se posicionaram com relação a ele e como o "turbilhão" de 1956 foi determinante de suas elaborações teóricas posteriores, que visavam a uma superação radical e abrangente das deformações políticas e teóricas que haviam dominado a ortodoxia marxista até então, e revelado ali sua face mais brutal e desumana. Para tanto, buscaremos analisar a trajetória intelectual e política anterior de Lukács e Sartre, inclusive a polemica teórica que travam a partir de 1947; o significado histórico da revolução húngara e a intervenção de ambos no processo; e por fim, tecer algumas observações críticas sobre o modo como a obra de ambos reflete e responde aos acontecimentos, levando em consideração as determinações particulares dos autores, buscando compreende-los por seus próprios fundamentos sem deixar de expor algumas de suas limitações e contradições, recorrendo, além de suas obras, a entrevistas, documentos políticos e confrontação com debates historiográficos concernentes ao período |
| Abstract: | Lukács and Sartre, authors of great importance for the contemporary debate on Marxism, have sought, in their late works (specially The Ontology of Social Being and Critique of Dialectical Reason, respectively) to systematically reexamine it's theoretical and philosophical grounds, within the context of USSR's "de-stalinization". As both philosophers were deeply committed with the cause of human freedom - despite the differences between their conceptions of the revolutionary praxis - their works can only be understood as theoretical responses to a convulsive period, marked by the emergence of a series of proccesses of social struggle that shooked certainties and expectations in both sides of the "iron curtain". One event is particularly significative in both authors' intelectual experience: the brief hungarian revolution of 1956, massacred by the soviet troops. The objective of this research is to understand the historical relevance of this event, how the philosophers in question took part and position in it's regard and how the "whirlwind" of 1956 determined their ulterior theoretical efforts, which aimed towards a broad and radical transcendence of the political and theoric deformities that subdued marxist orthodoxy to that point and then revealed it's most brutal and inhuman aspects. To do so, we'll seek to analyse the political and intelectual trajectories of Lukacs and Sartre, including the philosophical controversy developed between them from 1947 onwards; the historical significance of the hungarian revolution and their individual roles in the proccess; and finally, to draw some critical remarcks on how the work of both authors answer and reflect the events, considering the authors' particular conditions, trying to understand them by their own theoretical foundations but also showing some of their contradictions and limitations, resorting, beside their own works, to interviews, political documents and to the confrontation with historiographical debate concerning this period |
| Palavras-chave: | Ontologia Filosofia marxista Lukács, György [1885-1971] - Crítica e interpretação Sartre, Jean-Paul [1905-1980] - Crítica e interpretação Hungria - História - Revolução, 1956 Ontology Philosophy, Marxist Lukács, György [1885-1971] - Criticism and interpretation Sartre, Jean-Paul [1905-1980] - Criticism and interpretation Hungary - History - Revolution, 1956 |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Ciências Sociais |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Estudos Pós-Graduados em História |
| Citação: | Bueno, João Pedro Alves. Ontologia de um fantasma? Lukács e Sartre diante da revolução húngara de 1956. 2018. 104 f. Dissertação (Mestrado em História) - Programa de Estudos Pós-Graduados em História, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://tede2.pucsp.br/handle/handle/21894 |
| Data do documento: | 7-Dez-2018 |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em História |
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