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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/46584| Tipo: | Tese |
| Título: | Linchamento: uma leitura psicanalítica da desumanização do outro |
| Título(s) alternativo(s): | Lynching: a psychoanalytic reading of the dehumanization of the other |
| Autor(es): | Rabelo, Amanda Mont’Alvão Veloso |
| Primeiro Orientador: | Lier-DeVitto, Maria Francisca de Andrade Ferreira |
| Resumo: | Presentes na história brasileira desde a época colonial, os linchamentos interrogam diferentes campos do saber, como a Sociologia, a Antropologia, o Direito e Criminologia, que abordam tais acontecimentos com enfoques distintos. Dentre as óticas de análise estão a relação com a lei, a vigência de códigos morais, a violência física contra o outro, as relações de poder e as desigualdades sociais. Psicanalistas são interessados nesta discussão, uma vez que aspectos relacionados a afetos humanos estão envolvidos, como aqueles ligados à agressividade e à crueldade, e que escapam a motivações racionais propriamente ditas. Mesmo que não seja especificamente tipificado no Código Penal, o ato de linchar é enquadrado como crime, praticado sob o pretexto de “fazer justiça com as próprias mãos” para punir, sem julgamento ou direito à defesa, aquele que é submetido ao ataque da massa. A brutalidade e a desumanização revestem o acontecimento, tendo a pessoa cometido (ou não) o crime de que é acusada. Tratase de ação coletiva, materializada pela combinação de uma incitação, via difamações, xingamentos desumanizantes e palavras de ordem, que desencadeia agressões verbais e físicas. Dentre os agressores há pessoas que não têm relação com a vítima e nem com o acontecimento apontado como causa. O que pode levar alguém a participar de um crime coletivo? O chavão “bandido bom é bandido morto” traz a discursividade que marca a distinção entre crime inaceitável (aquele que é alegado como motivo do linchamento) e crime “aceitável” (o próprio linchamento), revelando que “bandido” se torna um significante mestre ao organizar a sociedade em torno da ideia de que há uma divisão entre as pessoas de bem (“nós”) e o mal a ser eliminado (“eles”), tendo o racismo como eixo. Para esta reflexão, este trabalho teórico coloca em operação os conceitos psicanalíticos de identificação, narcisismo das pequenas diferenças, agressividade e significante mestre para a análise dos elementos psíquicos que enlaçam uma pessoa diante de uma incitação a ferir e a matar |
| Abstract: | Present in Brazilian history since colonial times, lynchings have challenged various fields of knowledge, such as sociology, anthropology, law, and criminology, which approach these events from distinct perspectives. Among the perspectives of analysis are the relationship with the law, the validity of moral codes, physical violence against others, power relations, and social inequalities. Psychoanalysts are interested in this discussion, since aspects related to human emotions are involved, such as those linked to aggression and cruelty, which escape strictly rational motivations. Even though not specifically classified in the Penal Code, the act of lynching is classified as a crime, committed under the pretext of "taking justice into one's own hands" to punish, without trial or the right to a defense, those subjected to the mob attack. Brutality and dehumanization permeate the event, whether the person committed (or not) the crime of which they are accused. This is a collective action, materialized by a combination of incitement, through defamation, dehumanizing insults, and slogans, which triggers verbal and physical aggression. Among the aggressors are people unrelated to the victim or the alleged cause. What could lead someone to participate in a collective crime? The cliché "a good bandit is a dead bandit" conveys the discursiveness that marks the distinction between an unacceptable crime (the one alleged as the motive for the lynching) and an "acceptable" crime (the lynching itself), revealing that "bandit" becomes a master signifier in organizing society around the idea of a division between good people ("us") and the evil to be eliminated ("them"), with racism as an axis. For this reflection, this theoretical work puts into operation the psychoanalytic concepts of identification, narcissism of minor differences, aggression, and master signifier to analyze the psychic elements that bind a person when faced with an incitement to harm and kill |
| Palavras-chave: | Linchamento Desumanização Bandido bom é bandido morto Psicanálise Inconsciente Lynching Dehumanization A good bandit is a dead bandit Psychoanalysis The unconscious |
| CNPq: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA::LINGUISTICA APLICADA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem |
| Citação: | Rabelo, Amanda Mont’Alvão Veloso. Linchamento: uma leitura psicanalítica da desumanização do outro. 2025. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem) - Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2025. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/46584 |
| Data do documento: | 18-Dez-2025 |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem |
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