REPOSITORIO PUCSP Teses e Dissertações dos Programas de Pós-Graduação da PUC-SP Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/40859
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorSantilli, Ana Catarina-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8378242608363208pt_BR
dc.contributor.advisor1Baitello Junior, Norval-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7181181691875740pt_BR
dc.date.accessioned2024-01-27T20:59:06Z-
dc.date.available2024-01-27T20:59:06Z-
dc.date.issued2023-11-22-
dc.identifier.citationSantilli, Ana Catarina. Olhar para o “fim do mundo”: diálogo com famílias engajadas sobre o impacto das imagens da crise. 2023. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2023.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/40859-
dc.description.resumoEm meio à crise da sustentabilidade planetária provocada por ações antrópicas, é importante pensar no modo como o ser humano olha e se relaciona com o planeta, e no diálogo que os adultos podem tentar estabelecer com as futuras gerações visando um olhar mais ecológico para o mundo. Diante dessa preocupação, a presente pesquisa teve como objetivo conversar com crianças, adolescentes, pais e mães que estão envolvidos, em algum grau, com o ativismo ambiental, com a expectativa de entender como eles conseguem olhar, processar e dar sentido às imagens das catástrofes ecológicas que os cercam. A intenção deste trabalho foi captar os tipos de imagem capazes de comover, sensibilizar e impulsionar o ativismo de cada um, considerando a importância do diálogo intergeracional no ambiente familiar, que abriga e proporciona os primeiros modelos de mundo para uma criança dar coesão ao entorno e se posicionar. A partir daí foi lançada a seguinte pergunta: Como é possível encarar e processar as imagens caóticas de uma crise que ameaça extinguir vários modos de vida na Terra, e como pais e mães podem ajudar suas crianças a fazerem o mesmo, a fim de transformar o modo como percebem e se relacionam com o mundo? Para tentar responder essa complexa questão, foi realizada uma pesquisa de campo qualitativa, a partir de entrevistas com famílias preocupadas com a crise ambiental e que estão procurando caminhos para reverter o rumo catastrófico para o qual planeta segue. Esta pesquisa partiu da hipótese de que, na busca por um mundo mais ecológico, é necessária uma comunicação mais ecológica, na qual possamos perceber os outros (humanos e não-humanos), com os quais interagimos, não como objetos, mas como sujeitos em uma relação de alteridade. De tal modo, os depoimentos coletados na pesquisa de campo foram colocados em diálogo com o pensamento de autores que estudam comunicação e cultura de maneira ecológica, tendo como base três eixos teóricos. Primeiro: a ecologia das imagens proposta por Norval Baitello, que entende imagem como um complexo sensorial, com um forte poder de impacto, que não está exclusivamente nem nos objetos externos, nem dentro da nossa mente, mas no “entre”. Segundo: a psicologia arquetípica iniciada por James Hillman, que percebe como a alma humana está emaranhada na alma do mundo, e como nossa psique se vincula instintivamente com o seu ambiente por imagens. Terceiro: a filosofia de Vilém Flusser, que capta a sensação de “vazio” que nos invadiu no final da Idade Moderna, e propõe a intersubjetividade e o diálogo como formas de darmos sentido ao mundo compartilhado. A partir da pesquisa de campo e do referencial teórico proposto, foi possível constatar a necessidade do constante diálogo com os outros para processar imagens tão apavorantes e se perceber como parte de um planeta em crise; além da importância de um olhar anímico, capaz de restituir alma ao entorno, nos vincular afetivamente ao mundo da vida, resgatar emoções vitais, e atribuir sentido profundo a uma luta que tantas vezes pode parecer absurdapt_BR
dc.description.abstractAmidst the crisis of planetary sustainability caused by human actions, it is important to think about the way in which human beings look at and relate to the planet, and about the dialogue that adults can try to establish with future generations, aiming for a more ecological worldview. Given this concern, the present research aimed to talk to children, teenagers, fathers and mothers who are involved, to some degree, with environmental activism, with the expectation of understanding how they can look, process and make sense of the ecological catastrophe images that surround them. The intention of this work was to capture the types of images capable of moving, sensitizing and boosting each person's activism, considering the importance of intergenerational dialogue in the family environment, which houses and provides the first world models for a child to give cohesion to the environment and to position itself in the world. From there, the following question was raised: How is it possible to face and process the chaotic images of a crisis that threatens to extinguish various ways of life on Earth, and how can fathers and mothers help their children to do the same, in order to transform the way how they perceive and relate to the world? To try to answer this complex question, a qualitative field research was carried out, based on interviews with families concerned about the environmental crisis and who are looking for ways to reverse the catastrophic path the planet is heading towards. This research was based on the hypothesis that, in the search for a more ecological world, a more ecological communication is necessary, in which we can perceive the others (human and nonhuman) with whom we interact, not as objects, but as subjects in a relationship of otherness. In this way, the statements collected in the field research were placed in dialogue with the thoughts of authors who study communication and culture in an ecological way, based on three theoretical axes. First: the ecology of images proposed by Norval Baitello, who understands images as a sensorial complex, with a strong power of impact, which is not exclusively in external objects, nor within our mind, but in the “in between”. Second: archetypal psychology initiated by James Hillman, who perceives how the human soul is entangled in the soul of the world, and how our psyche instinctively links with its environment through images. Third: the philosophy of Vilém Flusser, who captures the feeling of “emptiness” that invaded us at the end of the Modern Era, and proposes intersubjectivity and dialogue as ways to giving meaning to the shared world. From the field research and the proposed theoretical framework, it was possible to verify the need for constant dialogue with others to process such terrifying images and perceive oneself as part of a planet in crisis; in addition to the importance of a soulful gaze, capable of restoring soul to the surroundings, linking us affectively to the living world, rescuing vital emotions, and attributing profound meaning to a struggle that can so often seem absurden_US
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherPontifícia Universidade Católica de São Paulopt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artespt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.initialsPUC-SPpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semióticapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectComunicação intergeracionalpt_BR
dc.subjectCiência participativapt_BR
dc.subjectFamílias ativistaspt_BR
dc.subjectEcologia das imagenspt_BR
dc.subjectEcologia da comunicaçãopt_BR
dc.subjectIntergenerational communicationen_US
dc.subjectParticipatory scienceen_US
dc.subjectActivist familiesen_US
dc.subjectEcology of imagesen_US
dc.subjectEcology of communicationen_US
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAOpt_BR
dc.titleOlhar para o “fim do mundo”: diálogo com famílias engajadas sobre o impacto das imagens da crisept_BR
dc.title.alternativeLooking at the “end of the world”: dialogue with engaged families about the impact of the ecological crisis’ imagesen_US
dc.typeTesept_BR
Aparece nas coleções:Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Ana Catarina Santilli.pdf1,55 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.