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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22254
Tipo do documento: Dissertação
Título: Clorpromazina: um remédio de seu tempo
Título(s) alternativo(s): Chlorpromazine: a drug of its time
Autor: Porto, José Eduardo Sant’Anna
Primeiro orientador: Priven, Silvia Irene Waisse de
Resumo: A clorpromazina, introduzida à terapêutica das doenças mentais em 1952, é considerada o primeiro medicamento psiquiátrico moderno, e marco inaugural de uma nova ciência, a psicofarmacologia, que fundamentou, por sua vez, o desenvolvimento de uma nova psiquiatria biológica, mormente a partir do último quartil do século XX, baseada na biologia molecular da transmissão sináptica, modelo que se sustenta no panorama contemporâneo da medicina mental, a despeito das críticas quanto à ausência de fundamentação teórica de seus pressupostos. De maneira análoga, a historiografia dedicada ao tema da clorpromazina é homogênea quanto à afirmação de que não existiam, em meados do século XX, pressupostos teóricos que justificassem a sua introdução no tratamento das doenças mentais. No entanto, a investigação dos documentos históricos que registram a introdução da clorpromazina em psiquiatria, estudos realizados no Hospital Sainte-Anne de Paris, mostra que o interesse de seus autores, pela referida substância, guardava estreita relação com os métodos de tratamento que foram comemorados como a tão aguardada, e finalmente alcançada, “era terapêutica” psiquiátrica, temática que movimentou o Primeiro Congresso Mundial de Psiquiatria, no ano de 1950, portanto dois anos antes da introdução da clorpromazina. A atmosfera promissora de uma psiquiatria finalmente alinhada com os progressos da medicina moderna, não apenas justificou esse congresso, mas também a fundação, no mesmo contexto, da Associação Mundial de Psiquiatria, sob a presidência Jean Delay, um dos grandes teóricos das terapêuticas que então se comemorava, e o responsável pela introdução da clorpromazina, dois anos depois, sob os mesmos postulados teóricos. O presente trabalho procura examinar as conexões entre esses eventos históricos e dimensionar, pela coerência entre os conceitos científicos de que se valeram, sua ancoragem nas teorias médicas de então, concluindo que as teorias psiquiátricas que justificaram o emprego da clorpromazina no tratamento das doenças mentais, não somente guardam forte coerência interna, mas revelam-se amplamente coesas com os preceitos científicos da medicina de seu tempo
Abstract: Having been introduced into mental disorders’ therapeutics in 1952, chlorpromazine is not only widely considered the first of modern times’ psychotropic drugs, but the very starting point of a new science called psychopharmacology, then turning into the basis of a brand new biological psychiatry, mostly developed in twentieth century’s last quartile period. This new biological psychiatry, settled on molecular biology’s developments on synaptic neurotransmission, is actually contemporary psychiatry’s main scientific model, a framework which is kept very well and alive despite the criticism aimed at its supposed lack of theoretical foundation. Similarly, chlorpromazine’s historiography has been homogeneous with regard to the assertion that, in mid-twentieth century, there were no theoretical assumptions that could justify its introduction into the treatment of mental illness. However, research on chlorpromazine’s historical documents – mainly the scientific studies carried out at Sainte-Anne Hospital in Paris - clearly shows that its authors’ interests were closely related to the long-awaited, and then finally achieved, treatment methods, that had been celebrated as a new "therapeutic era" for psychiatry, by the way, one of the most discussed topics in the First World Congress of Psychiatry, an event that took place in 1950, two years before chlorpromazine’s introduction. Psychiatry was under a promising and cheerful atmosphere, deriving from the then recent achievements of modern therapeutic advances, which not only had justified the organization of the international congress, but also the foundation, in the same context, of the World Psychiatric Association, and the election of Jean Delay as its first president. In fact, Delay was not only one of the so commemorated therapeutic methods’ greatest theorists, but also chlorpromazine’s principal introducer, under the very same theoretical assumptions. Our study seeks to investigate the connections between all these historical events, aiming to find coherence between the scientific concepts in which they had been established, and their anchoring in the medical theories of their time. We conclude that psychiatry’s theories justifying chlorpromazine’s use in mental disease’s treatment not only retain a remarkable internal coherence, but also are broadly reunited with medical scientific precepts of their time
Palavras-chave: Psiquiatria
Medicamentos - História - Século 20
Clorpromazina
Psicofarmacologia
Psicotrópicos
Psychiatry
Drugs - History - 20th century
Chlorpromazine
Psychopharmacology
Psychotropic drugs
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DAS CIENCIAS
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência
Citação: Porto, José Eduardo Sant’Anna. Clorpromazina: um remédio de seu tempo. 2018. 121 f. Dissertação (Mestrado em História da Ciência) - Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22254
Data de defesa: 12-Dec-2018
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência

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