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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22132
Tipo do documento: Dissertação
Título: Relações entre percepção auditiva e orientação e mobilidade em um grupo de pessoas com deficiência visual usuárias de cão guia
Autor: Castro, Oliveiros Barone 
Primeiro orientador: Cunha, Maria Claudia
Resumo: INTRODUÇÃO: Pessoas com baixa visão ou cegas, precisam lançar mão de algum recurso que possibilite uma locomoção segura, sendo a bengala a opção mais conhecida e utilizada para a mobilidade, na medida em que serve para identificar obstáculos que se encontram à frente ou ao nível do chão; os chamados obstáculos rasteiros. Ocorre que no uso da bengala, por meio da técnica conhecida como varredura, o usuário a movimenta de um lado para o outro desenhando um arco à sua frente, mas precisa tocar no obstáculo para identificá-lo e somente depois desviar dele. Outra opção é o cão guia adequadamente treinado para compor a dupla com o usuário. A partir das inúmeras habilidades adquiridas em seu treinamento, o cão guia se antecipa e desvia a rota do usuário antes de chegar aos obstáculos rasteiros, e também dos médios e aéreos, evitando que ele colida com os mesmos e assim, evite ferimentos no tronco e/ou cabeça, proporcionando maior segurança e agilidade no processo de deslocamento e mobilidade de pessoas cegas ou com baixa visão. Ocorre que para essas pessoas poderem utilizar esses recursos, devem conhecer e aplicar adequadamente técnicas específicas do que se denomina Orientação e Mobilidade para sua locomoção e, como perderam a função da visão, precisam recorrer aos demais sentidos remanescentes. Nessa direção, a audição é de fundamental importância nesse processo, já que é o sentido que proporcionará várias possibilidades de referenciações e de localização nos mais variados ambientes. OBJETIVO: Descrever as relações entre percepção auditiva e orientação e mobilidade em um grupo de pessoas com deficiência visual usuárias de cão guia MÉTODO: Pesquisa de natureza qualitativa, da qual participaram 09 sujeitos com deficiência visual (cegos e com baixa visão), sendo 08 com perda de visão adquirida e 01 com deficiência visual congênita, 02 do sexo feminino e 07 do sexo masculino, na faixa etária entre 23,0 e 64,0 anos, usuários de cão guia há pelo menos 01 ano. Foram aplicados: 1. Questionário de Caracterização do Sujeito. 2. Avaliação Técnica Funcional de Orientação e Mobilidade. 3. Avaliações Audiológicas (Audiometria tonal, Fala no Ruído (FR), Teste de Resolução Temporal (RGDT), Teste Padrão de Frequência (TPF), Teste Dicótico de Dígitos (TDD) (etapa de escuta direcionada), Lista de Sentenças no Ruído. RESULTADOS: Concluiu-se nas avaliações audiológicas que a curva audiométrica de 08 sujeitos ficou dentro dos padrões de normalidade bilateralmente e a de 01 sujeito a curva audiométrica do tipo neurossensorial apresentou-se de grau normal e configuração descendente acentuado bilateralmente, sugerindo presbiacusia. Os resultados do processamento auditivo central de todos os testes aplicados nos 09 sujeitos estão dentro do padrão de normalidade, sendo que as habilidades auditivas dos sujeitos cegos apresentaram um nível superior. CONCLUSÃO: Comparativa entre o que foi constatado nos testes audiológicos e o que foi observado na avaliação funcional de orientação e mobilidade, aponta para a necessidade de adequações da técnica de OM, bem como adequação técnica do treinamento que o usuário recebeu em relação ao treinamento da dupla, sendo que as questões que foram constatadas na avaliação técnica, não tem relação com a audição/percepção auditiva. Vale ressaltar que ao avaliarmos a resolução temporal para estímulos sonoros consecutivos pelo RGDT, foi possível observar que neste grupo de pessoas cegas, o valor do limiar variou de 3,5 a 7,5 mseg. É interessante constatar que estes valores são menores do que os comumente encontrados na população de adultos ouvintes
Abstract: INTRODUCTION: People with low vision or blind, need to use some resource that allows them to walk around the city in a safer way, the cane being the best known and used option for mobility, as it serves to identify obstacles that are front or ground level; the so-called low obstacles. When the cane is used, using the technique known as sweeping, the user moves it from side to side drawing an arc on its own front, but must touch the obstacle to identify it and only then deviate from it. Another option is the guide dog properly trained so that the user and dog can be a team. From the innumerable abilities acquired in their training, the guide dog anticipates and deflects the user's route before reaching the low obstacles, as well as the medium and aerial obstacles, avoiding the user to hit anything and thus avoid injuries to the body and / or head, providing greater security and agility in the process of displacement and mobility of blind or low vision people. For people to be able to use these resources, they must know and properly apply specific techniques to walk around better, it’s called Orientation and Mobility, and as they have lost vision functionality, they must resort to the remaining senses. In this direction, hearing is fundamental in this process, since it is the sense that will provide several possibilities of reference and location in the most varied environments. OBJECTIVE: Describe mobility and orientation relationship and auditory perception in visually impaired users of guide dogs. METHOD: Qualitative study , 09 people with visual impairment (blind and with low vision) have participated, being 08 with acquired loss vision and 01 with congenital visual impairment, 02 female and 07 male, between the ages of 23.0 and 64.0 years, dog guide users for at least 1 year. It was applied - 1. Questionnaire of personal characterization. 2. Functional technical assessment of Guidance and Mobility. 3. Audiological assessments. RESULTS: Nine (09) audiological evaluations were completed. The audiometric curve of eight (08) people was within normal limits bilaterally and in the remaining one the audiometric curve of the sensorineural type presented normal degree and descending configuration accentuated bilaterally, suggesting presbycusis. Results of all the tests applied are within the standard of normality and all participants presented high level of auditory abilities. CONCLUSION:Comparative evaluation between what was verified in the audiological tests and what was observed in the functional evaluation of orientation and mobility, points the need of some adaptions in OM technique , as well as technical adequacy of the team training that users received. It was verified that hearing /auditory perception are not related to the points raised in the technical evaluation. It is worth mentioning that when evaluating the temporal resolution for consecutive sound stimuli by RGDT, it was possible to observe that in this group of blind people, the threshold value ranged from 3.5 to 7.5 msec. It is interesting to note that these values are lower than those commonly found in the adult hearing population
Palavras-chave: Percepção auditiva
Audição
Cão guia
Auditory perception
Hearing
Guide dog
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FONOAUDIOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia
Citação: Castro, Oliveiros Barone. Relações entre percepção auditiva e orientação e mobilidade em um grupo de pessoas com deficiência visual usuárias de cão guia. 2019. 117 f. Dissertação (Mestrado em Fonoaudiologia) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2019.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22132
Data de defesa: 20-Mar-2019
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia

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