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Tipo do documento: Tese
Título: Herança e subversão: a verdade na relação êxtima entre psicanálise e ciência
Título(s) alternativo(s): Inheritance and subversion: the truth in the extimacy relationship between psychoanalysis e science
Autor: Figueiredo, Ingrid Porto de 
Primeiro orientador: Pacheco Filho, Raul Albino
Resumo: Esta tese teve como objetivo abordar a noção de verdade na relação de exclusão interna entre psicanálise e ciência, de modo a estabelecer as fronteiras entre esses campos a partir da articulação entre verdade, saber e gozo, delimitadas pela lógica e pela interpretação poética. Partimos da tensão imposta pelo lugar paraconsistente da psicanálise como paradigma herdeiro e subversivo do campo da ciência, já que nasce no contexto científico do final do século XIX, pois comparece a partir das atividades de solução de problemas, próprias de uma ciência normal, empreendidas por Freud em sua investigação dos fatos psíquicos. O psicanalista austríaco inventou um método totalmente inédito, a interpretação, que buscou decifrar a verdade do inconsciente, este que foi elevado ao estatuto de conceito. Com este método, pôde abordar as ditas formações do inconsciente, o sintoma, o sonho, o chiste e o ato falho, a partir da associação livre e do manejo transferencial. Entretanto, foi com Lacan que a psicanálise deslocou o inconsciente que diz a verdade para a verdade que fala por si mesma. Em seu ensino, a verdade foi situada como causa material diferente da ciência, que a tem como causa formal. Além disso, o lugar da causa é situado a partir sujeito - o sujeito da ciência, criado e foracluído pelo campo científico – em sua articulação com a materialidade do significante, com o objeto a e o campo do gozo, este batizado de campo lacaniano, por ter sido inaugurado a partir dos avanços de Lacan em relação à teoria pulsional freudiana. Então, o inconsciente estruturado como uma linguagem avança para o inconsciente em sua vertente real, trazendo o empreendimento lógico de demonstrar a inconsistência do Outro e a impossibilidade de universo do discurso. Além disso, com sua teoria dos quatro discursos, pôde delimitar a relação entre saber, verdade e gozo, na qual o saber apresenta-se como um meio de gozo, e a verdade fraterna ao gozo, de onde identifica a barreira da castração como o que impõe uma disjunção entre saber e verdade. A partir dessa teorização, Lacan avança para as fórmulas da sexuação, de modo a situar o S(). Nessas fórmulas, Lacan situou o gozo todo fálico e o gozo não-todo fálico, de modo a demonstrar a possibilidade de transmissão do impossível ao final de uma análise, em que a verdade comparece em sua vertente não toda, pois quanto mais fala, mais camufla-se. O aforisma “Eu, a verdade, falo” aponta para uma verdade que fala, sem com isso dizer a verdade e o verdadeiro sobre o verdadeiro. Essa impossibilidade reside no fato da inexistência da metalinguagem e, por isso, “que se diga permanece esquecido atrás do que se diz no que se ouve”, ou seja, de um percurso de análise, que é a própria construção da fantasia, extrai-se o “que se diga”, um dizer que se endereça à verdade da fantasia. A proposta da operação lacaniana pela via da interpretação poética com o uso da função poética da linguagem visa o sentido e vai contra a significação fálica. Por isso, recorreu à escrita poética chinesa e ao sopro do vazio mediano, por fazer ressoar outra coisa. Trata-se de circunscrever uma verdade não toda e poética a partir da tensão entre som e sentido, na articulação entre o matema e o poema
Abstract: This thesis aimed to address the notion of truth in the relationship of internal exclusion among psychoanalysis and science, in order to establish the limits between these fields. Our approach is to reach the articulation amongst truth, knowledge, and enjoyment as delimited by logic and poetic interpretation. We start from the tension imposed by the paraconsistent place of psychoanalysis as an inherited and subversive paradigm of the field of science, seeing that it emerges in the scientific context of the late nineteenth century, since it appears from the problem-solving activities, typical of a normal science, undertaken by Freud in his investigation of psychic facts. The Austrian psychoanalyst invented a totally unprecedented method, the interpretation, which sought to decipher the truth of the unconscious, which was raised to the status of concept. With this method, he was able to approach the so-called formations of the unconscious – the symptom, the dream, the jokes and the Freudian slip – from the free association and the transferential management. But it was with Lacan that psychoanalysis shifted the unconscious that tells the truth to the truth that speaks for itself. In his teaching, the truth was placed as a material cause, unlike science, different field that have truth as a formal cause. In addition, the place of the cause is situated regarding the subject – the subject of science, created and forecluded by the scientific field – in its articulation with the materiality of the signifier, with the object a and the field of enjoyment, which is baptized as the Lacanian field, since it was inaugurated from the advances of Lacan in relation to the Freudian drive theory. Thereafter, the unconscious structured as a language advances to the unconscious in its real strand, bringing the logical enterprise to demonstrate the inconsistency of the Other and the impossibility of the universe of the discourse. Moreover, with the theory of the four discourses Lacan was able to delimit the relationship between knowledge, truth and enjoyment, where knowledge presents itself as a medium of enjoyment, and truth as fraternal to the enjoyment, where the psychoanalyst identifies the barrier of castration as that which imposes a disjunction between knowledge and truth. From this theorization, Lacan advances to the formulas of sexuation, in order to locate the S(). In these formulas, Lacan placed the phallic enjoyment, the not-all phallic enjoyment, in order to demonstrate the possibility of transmission of the impossible at the end of analysis, where truth appears in its not-whole slope, since the more truth speaks, the more it camouflages itself. The aphorism "I, the truth, speak" points to a truth that speaks, without saying the very own truth and the truthful about the truthful. This impossibility lies in the fact that there is no metalanguage, and that "what one might be saying remains forgotten behind what is said in what is heard", that is, the "what is said" is extracted of the course of an analysis, which is the construction of fantasy itself – a saying that addresses the truth of fantasy. The proposal of the Lacanian operation via the poetic interpretation through the use of the poetic function of language aims the sense and goes against the phallic signification. For that reason, he resorted to Chinese poetic writing and to the blow of the median emptiness, for making something else resound. It is a question of circumscribing a truth that is poetic and not-whole, taken from the tension between sound and sense, in the articulation between the matheme and the poem
Palavras-chave: Verdade
Psicanálise
Ciência
Truth
Psychoanalysis
Science
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIAL
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Social
Citação: Figueiredo, Ingrid Porto de. Herança e subversão: a verdade na relação êxtima entre psicanálise e ciência. 2018. 200 f. Tese (Doutorado em Psicologia: Psicologia Social) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Social, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/21187
Data de defesa: 23-Mar-2018
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Social

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