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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/20538
Tipo do documento: Tese
Título: Homoparentalidade e gênero: vivência cotidiana e relações familiares
Autor: Marchi-Costa, Maria Ivone 
Primeiro orientador: Macedo, Rosa Maria Stefanini de
Resumo: A família homoparental é uma das formas de família que, na sociedade pós-moderna, tem aumentado e ganhado mais visibilidade. Porém, ainda vivencia preconceito, sendo a competência homoparental para criar os filhos e o possível comprometimento no desenvolvimento afetivo e sexual deles motivos de dúvida e discussões. Esta pesquisa objetivou compreender como casais que se autodefinem como homoafetivos, isto é, casais de gays e lésbicas que mantêm relação estável, vivenciam o cotidiano da vida familiar e o exercício da parentalidade. A metodologia qualitativa foi utilizada, e a interpretação das narrativas dos participantes baseou-se na hermenêutica de Ricoeur, buscando a coconstrução de sentido no diálogo com o pesquisador. Participaram da pesquisa três casais de lésbicas e três casais de gays, totalizando 12 pessoas que se autodefiniram como homoafetivas, mantinham relação conjugal estável e possuíam filhos (as). Os discursos foram obtidos por meio de entrevistas dialógicas, gravadas e transcritas, de cuja análise temática emergiram categorias e subcategorias que permitiram compreender que a motivação de constituir família funda-se na crença de que ela é necessária e desejável, trazendo um senso de pertencimento social, sobretudo por meio de filhos(as); o sentido de família não está atrelado à sua configuração, nem à orientação sexual dos pais, e, sim, ao que nela se vive; o modo como se constroem as relações; a parentalidade é priorizada, assim como a provisão das necessidades dos(as) filhos(as); segundo tais pais/mães, os(as) filhos(as) dão à família um significado positivo de acordo com o que constatam na vivência cotidiana, e essa valorização ajuda no enfrentamento do preconceito social; a possibilidade de esses pais/mães serem fontes influenciadoras na definição da futura orientação sexual dos(as) filhos(as) é descartada, e o suprimento da falta da figura do outro gênero é deslocada para outras figuras da família, das suas relações ou da comunidade; as atividades domésticas são divididas conforme a disponibilidade e exclui o critério de gênero; a competência parental não é definida pelo gênero dos pais (pai ou mãe), porém, entendem que, para a sociedade, as lésbicas são mais aptas e competentes na criação de filhos; a homoconjugalidade foi alvo de preconceito por parte das famílias de origem, porém, a homoparentalidade o minimizou; os(as) filhos(as) foram fontes de aproximação entre família homoparental e família de origem, na medida em que possibilitaram a ampliação dos laços de parentesco e favoreceram a assunção de novas posições/identidades como avós, tios e primos. No meio social e na escola, houve algumas experiências de acolhimento, mas também de preconceitos tanto explícitos como velados; o mesmo se deu em relação ao judiciário. Foi possível observar que, embora nem sempre admitam ou percebam, os (as) parceiros (as) em várias situações reproduzem quase compulsoriamente a heteronormatividade, o que contraria a ideia de que há algo específico no exercício da homoparentalidade devido à orientação sexual dos pais e mães
Abstract: The homoparental family is one of the forms of family that, in postmodern society, has increased and gained more visibility. However, it still experiences prejudice, and homoparental competence to raise children and the possible compromising of their affective and sexual development are reasons for doubt and discussions. This research aimed to understand how couples who define themselves as homoaffective, that is, couples of gays and lesbians who maintain a stable relationship, experience the daily family life and the exercise of parenthood. The qualitative methodology was used, and the interpretation of the participants’ narratives was based on the hermeneutics of Ricoeur, seeking the co-construction of meaning in the dialogue with the researcher. Three couples of lesbians and three couples of gays participated in the study, totaling 12 people who defined themselves as homoaffective, in stable marital relationships and that had children. The discourses were obtained through dialogical interviews, recorded and transcribed, from which thematic analysis emerged categories and subcategories that allowed to understand that: the motivation to start a family is based on the belief that it is necessary and desirable, bringing a sense of social belonging, especially through children; the sense of family is not tied to its configuration, nor to the parents sexual orientation, but to what is lived in it; the way relationships are built; parenting is prioritized as well as the provision of the children’s needs; according to those parents, children give the family a positive meaning way showed by daily life, according to what they see in everyday life, and this valorization helps in the confrontation of social prejudice; the possibility of those parents being influences in the definition of the future sexual orientation of the children is shifted to other figures of the family, their relationships or the community; domestic activities are divided according to availability and exclude the gender criterion; parental competence is not defined by the parents gender (father or mother), however, they understand that, for society, lesbians are more apt and competent in raising children; homoconjugality was the object of prejudice coming from the families of origin, however, homoparentality minimized it; children were the sources of approximation between homoparental family and family of origin since they made possible the amplification of the kinship ties and favored the assumption of new positions/identities as grandparents, uncles and cousins. In the social environment and at school, there were some experiences of acceptance, but also of both explicit and veiled prejudices; the same was true for the judiciary. It was possible to observe that, although they do not always admit or perceive, the partners in several situations reproduce almost compulsorily the heteronormativity, which runs counter to the idea that there is something specific in the exercise of homoparentality due to the sexual orientation of the parents
Palavras-chave: Família homoparental
Homossexuais - Relação com a família - Aspectos psicológicos
Casais homossexuais
Homoparental family
Homosexuals - Family relationships - Psychological aspects
Gay couples
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica
Citação: Marchi-Costa, Maria Ivone. Homoparentalidade e gênero: vivência cotidiana e relações familiares. 2017. 354 f. Tese (Doutorado em Psicologia: Psicologia Clínica) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2017.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/20538
Data de defesa: 8-Sep-2017
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica

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