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Tipo do documento: Dissertação
Título: Hannah Arendt e a abrangência do conceito de Banalidade do Mal
Autor: Kelson, Ruth 
Primeiro orientador: Ponde, Luiz Felipe
Resumo: Com esta dissertação, pretende-se ampliar a abrangência do conceito de Banalidade do Mal, um termo criado por Hannah Arendt para qualificar um Mal que não fora ainda detectado com uma forma própria e que ela observou no nazista Adolf Eichmann durante seu julgamento em Jerusalém em 1962. Ela o chamou de um Mal sem raízes, que é como um fungo na superfície. Localizou-o em uma não-pessoa, em alguém que não pensa , que não realiza o diálogo de mim-comigo-mesmo e age em heteronomia, sob uma determinação exterior à qual obedece sem se responsabilizar pessoalmente por suas conseqüências morais. Este conceito ajuda a elucidar a forma de agir dos totalitarismos da era moderna e a atitude daqueles que somente cumprem ordens , sem levar em conta a monstruosidade que elas podem trazer embutidas. A primeira condição para esta nova forma do Mal foi a transformação prévia do homem num puro animal laborans, dedicado quase que exclusivamente à sua sobrevivência como espécie. Transformado em coisa, em meio e não em fim em si mesmo, o homem adquiriu a condição de superfluidade da qual pode derivar a lógica do extermínio. A segunda condição foi a destituição da sacralidade do homem na modernidade. Com a morte de Deus, o homem se tornou simples coisa, passível de ser moldado, usado ou descartado. A terceira condição é o predomínio do processo no mundo atual, que tem uma dinâmica autônoma e independe do homem e de suas decisões. Zigmunt Baumann acrescentou à visão de Hannah Arendt uma nova compreensão dos mecanismos e motivos que podem resvalar para esta forma de Mal: a luta contra o indeterminado, o caótico e a ambivalência, com o objetivo de criar um mundo controlado e menos ameaçador. Porém, na luta contra a ambivalência, cria-se um caos ainda maior em torno a estas ordens que são construídas. Neste mundo em que se pretende impor a ordem de uma lei determinística ou de um projeto, o burocrata é o principal agente da Banalidade do Mal. A questão desta forma de Mal suscita a pergunta de quais meios dispomos para nos contrapormos a ela
Abstract: This dissertation intends to enlarge the scope of the concept Banality of Evil, a term coined by Hannah Arendt to qualify an Evil that had not yet been detected as a particular form and that she had observed in the Nazi Adolph Eichmann during his trial in Jerusalem in 1962. She called it an Evil without roots, which is like a fungus in the surface. She found it in a nonperson, in someone that doesn t think , that doesn t perform the dialogue me-with-myself and acts in heteronomy, under an external command to which it obeys without assuming personal responsibility for its moral consequences. This concept helps to elucidate the way totalitarianisms of the modern era acts and the attitude of those that only follow orders , without considering the monstrosities that they can embed. The first condition for this new form of Evil was man s preceding transformation in a pure animal laborans, dedicated nearly exclusively to his survival as a species. Transformed in a thing, as a mean and not an end in itself, man acquired the condition of superficiality from which it could derive the logic of extermination. The second condition was the destruction of the sacredness of man in modern times. With the death of God, he was transformed into a simple thing, able to be molded, used and discarded. The third condition is the predominance of the process in the world today which has an autonomous dynamics and is independent of man and his decisions. Zigmunt Baumann added to Hannah Arendt s vision a new comprehension of the mechanisms and motives that can slip into this form of Evil: the fight against the indeterminate, the chaotic and the ambivalence, trying to create a controlled and less threatening world. But, in the fight against ambivalence, an even greater chaos is created around this orders that are built. In this world on which one wants to impose the order of a deterministic law or project, the bureaucrat is the main agent of this form of Evil. The question of the Banality of Evil raises the question of what are the means at our disposal to oppose it
Palavras-chave: Hannah Arendt
Banalidade do mal
Eichmann
Nazismo
Ambivalência
Banality of evil
Eichmann
Nazism
Ambivalence
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA::OUTRAS SOCIOLOGIAS ESPECIFICAS
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Ciências da Religião
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião
Citação: Kelson, Ruth. Hannah Arendt e a abrangência do conceito de Banalidade do Mal. 2011. 145 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2011.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/1828
Data de defesa: 27-Out-2011
Aparece nas coleções:Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião

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