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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/45874| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | Sharenting e poder familiar: limites jurídicos à exposição infantil nas redes sociais |
| Autor(es): | Croce, Mariana Sylvestre Di |
| Primeiro Orientador: | Costa, Deborah Regina Lambach Ferreira da |
| Resumo: | O trabalho analisa o fenômeno do sharenting, entendido como a prática de pais ou responsáveis de divulgar imagens e informações de crianças em redes sociais e outras plataformas digitais. O objetivo central é investigar em que medida essa prática, aparentemente inofensiva, pode configurar violação dos direitos da criança e abuso do poder familiar. O estudo parte da hipótese de que o sharenting, ao ultrapassar os limites da convivência privada, ameaça a dignidade e a privacidade infantil, gerando necessidade de regulação jurídica específica. A pesquisa adota método dedutivo, com abordagem qualitativa, baseada em análise doutrinária, normativa e jurisprudencial, além de estudo comparado de experiências estrangeiras. Foram examinados dispositivos constitucionais e infraconstitucionais, como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código Civil, o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Os resultados revelam que o ordenamento jurídico brasileiro já dispõe de fundamentos suficientes para enfrentar os excessos do sharenting, mas ainda apresenta lacunas diante das especificidades do fenômeno digital. A jurisprudência tem reconhecido a possibilidade de responsabilização civil de pais por danos morais decorrentes da superexposição de filhos, enquanto o Ministério Público e o Judiciário assumem papel central na defesa do melhor interesse da criança. A análise comparada mostra que experiências estrangeiras oferecem soluções normativas que poderiam inspirar a construção de parâmetros nacionais. Conclui-se que a prática do sharenting deve ser compreendida como questão jurídica e ética, que transcende a esfera da liberdade parental. A regulação do tema exige conciliar autonomia familiar e proteção da infância, de modo a assegurar a efetividade da prioridade absoluta da criança. Recomenda-se a criação de parâmetros ético-jurídicos e de legislação específica, além da adoção de medidas preventivas e reparatórias, capazes de evitar a mercantilização da infância e de garantir sua proteção integral no ambiente digital |
| Palavras-chave: | Sharenting Poder familiar Privacidade Direitos da personalidade Proteção da infância |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Direito |
| metadata.dc.publisher.program: | Graduação em Direito |
| Citação: | Croce, Mariana Sylvestre Di. Sharenting e poder familiar: limites jurídicos à exposição infantil nas redes sociais. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) - Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2025. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/45874 |
| Data do documento: | 13-Nov-2025 |
| Aparece nas coleções: | Trabalho de Conclusão de Curso - TCC |
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