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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/31376| Tipo: | Monografia de Especialização |
| Título: | A pulsão de morte e a valorização da vida |
| Autor(es): | Roque, Flávia Muniz |
| Primeiro Orientador: | Cromberg, Renata Udler |
| Resumo: | A hipótese da pulsão de morte surge como uma especulação no texto Além do princípio do prazer (1920), causando uma reviravolta que gradativamente ganha importância e se torna cada vez mais relevante na teoria freudiana. Desde o Projeto para uma psicologia científica (1895) há esboços do que seria apresentado mais a frente como pulsão de morte. O conceito de pulsão é definido nos estudos freudianos sobre a sexualidade que culminam na primeira teoria pulsional dividindo às pulsões em dois grupos: as pulsões sexuais e as pulsões de autoconservação do ego. Mas o estudo sobre o narcisismo e o fenômeno da compulsão à repetição observado na clínica conduzirá Freud a rever o primeiro dualismo pulsional, e o levará a agrupar num único grupo, denominado pulsão de vida as pulsões sexuais, as pulsões de autoconservação do ego e o narcisismo, que buscam conservar a vida, como antagonistas às pulsões de morte, que vão no sentido contrário, o de extinguir toda atividade. A pulsão de morte é responsável pela revisão de importantes conceitos como o sadismo, o masoquismo, ambivalência e a origem da agressividade. Essa reviravolta estava anunciada pelo próprio Freud e pela influência dos estudos de Spielrien e Adler. Freud compreende que a dinâmica pulsional se dá a partir da fusão e da desfusão das pulsões, e esta noção foi determinante para a compreensão da estruturação e organização psíquica. O masoquismo erógeno é visto como consequência da atuação concomitante de Eros e a pulsão destrutiva. A origem da consciência de culpa, o Superego, resultante da resolução do complexo de Édipo e inaugurador da cultura, se dá em decorrência da desfusão pulsional no processo de introjeção, no Ego, dos primeiros objetos de amor do Id. Em O mal-estar na civilização (1930), Freud fala sobre a destrutividade como oriunda do ser humano, e de como o processo civilizatório implica na renúncia pulsional, sendo o grande inimigo da cultura a destrutividade. Diante deste levantamento teórico é possível entender, sob a ótica da segunda teoria pulsional que o trabalho voluntário de apoio emocional e prevenção do suicídio realizado pelo Centro de Valorização a Vida (CVV) se vale da vida pulsional do ser humano a partir da valorização da vida que aposta em Eros, através da escuta empática, do ambiente acolhedor, do respeito incondicional à subjetividade humana, facilitando o sujeito a criar oportunidades de investimento de Eros diante do efeito desfusionado da pulsão de morte nas manifestações de fenômenos melancólicos comuns no discurso da pessoa que pensa em suicídio. Os estudos freudianos sobre a pulsão e morte também nos possibilitam ampliar o que entendemos sobre o papel do CVV na esfera social. Ao lidar com a autodestrutividade do sujeito e ao se apresentar como uma alternativa para a sociedade, de acolhimento do sujeito em desamparo, que, diante da sua dor psíquica, pensa em suicídio, num mundo hostil e violento, o serviço do CVV contribui pela mediação da ação de Tânatos oferecendo mais uma alternativa de contorno da destrutividade que coloca em xeque o processo civilizatório. |
| Abstract: | The death drive hypothesis appears as a speculation in the text Beyond the Pleasure Principle (1920) causing a turnaround that gradually gains importance and becomes increasingly relevant in Freudian theory. Since the Project for a scientific psychology (1895) there are sketches of what would be presented later as the death drive. The concept of drive is defined in Freudian studies on sexuality that culminate in the first drive theory, dividing drives into two groups: sexual drives and ego self-preservation drives. However, the study of narcissism and the phenomenon of repetition compulsion observed in the clinic will lead Freud to review the first drive dualism and will lead him to include in a single group called the life drive the sexual drives, the ego's selfpreservation drives and narcissism, which seek to preserve life as antagonists to the death drives that go in the opposite direction, that of extinguishing all activity. The death drive is responsible for reviewing important concepts such as sadism, masochism, ambivalence and the origin of aggressiveness. This turnaround was announced by Freud himself and by the influence of the studies of Spielrien and Adler. Freud understands that the drive dynamics takes place from the fusion and defusion of drives and this notion was decisive for the understanding of the psychic structure and organization. Erogenous masochism is seen as a consequence of the concomitant action of Eros and the destructive drive. The origin of the sense of guilt, the Superego, resulting from the resolution of the Oedipus complex and inaugurator of culture, occurs as a result of the drive's defusion in the process of introjection, in the Ego, of the first objects of love of the Id. In Civilization and its discontents (1930), Freud talks about destructiveness as inherent to the human being and as the civilizing process implies instinctual renunciation, the great enemy of culture is destructiveness. In view of this theoretical survey, it is possible to understand, from the perspective of the second drive theory, that the voluntary work of emotional support and suicide prevention at the Centro de Valorização da Vida (CVV), makes use of the instinctual life that validates the human life which bets on Eros, through empathic listening, the welcoming environment, unconditional respect for human subjectivity, facilitating the subject to create investment opportunities for Eros in the face of the defused effect of the death drive manifested commonly in the melancholic phenomenon present in the speech of the person who thinks in suicide. Freudian studies on death drive also allow us to broaden our understanding of the role of CVV in the social setting. By dealing with the self-destructiveness of the subject and by presenting itself as an alternative to society, as refuge of the helplessness of people in psychic pain that thinks about suicide, in a hostile and violent world, the CVV service contributes to mediating the action of Thanatos offering one more alternative to contour the destructiveness that puts the civilizing process in check |
| Palavras-chave: | Freud Pulsão Pulsão de morte Teoria pulsional Destrutividade Suicídio Freud Drive Death drive Drive theory Destructiveness Suicide |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Direito |
| metadata.dc.publisher.program: | Especialização em Teoria Psicanalítica |
| Citação: | Roque, Flávia Muniz. A pulsão de morte e a valorização da vida. 2021. Monografia de Especialização (Especialização em Teoria Psicanalítica) - Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2021. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/31376 |
| Data do documento: | 27-Jul-2021 |
| Aparece nas coleções: | Monografias Lato Sensu (em Processamento) |
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