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Título: Avaliação funcional da audição e linguagem de crianças com deficiência auditiva unilateral
Autor: Prezotto, Isabela Soares Segamarchi; Simone Angélica Peternella 
Primeiro orientador: Marinez, Maria Angelina Nardi de Souza
Resumo: A detecção e a identificação precoces da deficiência auditiva tem sido alvo de diversos estudos a fim de permitir a intervenção adequada, oferecendo condições para o desenvolvimento da fala, da linguagem, do aspecto social, psíquico e educacional da criança (Yoshinaga-Itano, 1998). As perdas auditivas são classificadas como neurossensorial, condutiva, mista e retrococlear, podendo ser o comprometimento unilateral ou bilateral. Os estudos de Mehl & Thomson (1998) indicaram que a prevalência de perda auditiva unilateral em recém-nascidos varia de 0,04% a 3,4% em programas de saúde auditiva neonatal. No entanto, essas estimativas podem ser maiores, pois alguns estudos incluem somente perdas auditivas unilaterais neurossensoriais com omissão das perdas auditivas condutivas e mistas. Atualmente, dentre as infecções congênitas que podem ocasionar a surdez, o citomegalovírus congênito é a principal causa viral, pois a rubéola, o sarampo e a caxumba se tornaram menos freqüentes devido à vacinação. (Madden et al, 2005). A perda auditiva causada pela infecção do citomegalovírus congênito pode ocorrer imediatamente após o nascimento ou tardiamente, podendo ser unilateral ou bilateral, com variedade no grau da perda e com alta proporção de progressão da audição, sendo, portanto crucial o acompanhamento audiológico desses pacientes (Follow-up). Além da bateria de exames audiológicos necessários para a conclusão do diagnóstico, faz-se importante também a pesquisa etiológica, que muitas vezes não é realizada ou é inconclusiva. Conhecer o agente etiológico, síndrome ou alteração genética permitirá a previsão do prognóstico da perda auditiva, favorecendo o tratamento e o aconselhamento genético e familiar. Estudos que relacionaram o desenvolvimento da linguagem e a etiologia da perda auditiva unilateral não encontraram relação definida. (Kiese-Himmel, 2002, Lieu, 2004 e Niedzielski et al., 2006) Desde a década de 60, de acordo com Kiese-Himmel (2002), estudiosos preocupam-se com o impacto da perda auditiva unilateral em crianças e adultos. Estudos desta época verificaram que a perda auditiva unilateral tinha um impacto reduzido no desenvolvimento de linguagem da criança, sendo a principal habilidade auditiva prejudicada a localização sonora devido à perda do efeito sombra na audição binaural. Estudos justificavam a reduzida dificuldade na linguagem devido à presença da audição normal na orelha contralateral. Entretanto, vários outros estudos a partir dos anos 80 e 90 passaram a sugerir que uma proporção significativamente maior de crianças com perda auditiva unilateral poderiam ter problemas de reconhecimento de fala e déficits educacionais e comportamentais, comparadas a crianças ouvintes. Lieu, (2004) refere que os pacientes com perda auditiva unilateral relatam dificuldades em várias situações de escuta. Uma meta-análise recentemente publicada das conseqüências de perda auditiva unilateral, nas crianças, mostrou uma elevada taxa dificuldades de percepção auditiva no ambiente escolar, havendo necessidade de auxílio educacional adicional. O autor ainda ressalta que o diagnóstico tardio da perda auditiva unilateral pode resultar no atraso da fala e da linguagem, devido à falta de estimulação auditiva em uma orelha durante o período critico para maturação do Sistema Nervoso Auditivo Central. Uma meta-análise publicada por Lieu (2004), sugere que uma proporção significante de crianças com perda auditiva unilateral apresentam dificuldades escolares. Devido à perda auditiva unilateral, essas crianças necessitam de um sinal maior de fala na presença de ruído na comparação com crianças ouvintes, colocando-as em desvantagem na escola, onde a relação sinal / ruído é menor e o ruído da sala de aula pode mascarar a voz do professor. Embora a audição normal esteja presente na orelha contralateral, a perda de audição unilateral nega as vantagens da audição binaural (eliminação do efeito sombra da cabeça e localização sonora). Estudos revelam que a perda auditiva unilateral tem uma influência significativa nas habilidades intelectuais das crianças (Niedzielski et al., 2006). Kiese Himmel (2002) reforça que a maioria das perdas auditivas unilaterais é diagnosticada tardiamente, após o período de alfabetização, acarretando prejuízo no desenvolvimento de linguagem e acadêmico. Considerando o impacto da perda auditiva unilateral no desenvolvimento de linguagem destas crianças, alguns estudos apontam atraso significante no desenvolvimento da linguagem oral e escrita quando comparado com crianças ouvintes, sendo os casos de perda auditiva congênita os mais prejudicados (Madden et al., 2005). Kiese Himmel (2002) relata que a idade média das primeiras palavras em crianças com perdas unilaterais não ocorrem tardiamente, no entanto a média de idade de aquisição da união de dois vocábulos ocorre com 5 meses de atraso quando comparado com crianças ouvintes. Um estudo longitudinal realizado no Colorado acompanhou 15 lactentes com perda auditiva unilateral durante 1 ano. Resultados demonstraram que 27% deles tiveram atraso significante de linguagem (Lieu, 2004). Estudos de Kimura (1961) mostraram a prevalência da percepção verbal de acordo com o lado da perda auditiva analisada. Assim sendo, crianças com perda auditiva à direita (envolvendo hemisfério cerebral esquerdo) apresentaram dificuldades de âmbito verbal, já aquelas com perda auditiva à esquerda (hemisfério cerebral direito) apresentaram alterações não verbais. Estudos recentes realizados por Niedzielski et al., (2006) apresentaram resultados semelhantes aos descritos acima. Ainda com relação às diferenças entre os lados da perda auditiva, Schmithorst (2005) utilizou imagens de ressonância magnética funcional (fMRI) com estimulação auditiva por meio de tons puros de 8 pacientes com perda auditiva unilateral. Resultados indicam que indivíduos com perda auditiva unilateral à esquerda apresentaram maior ativação do córtex auditivo primário direito, enquanto que indivíduos com perda auditiva unilateral à direita exibiram maior ativação no giro frontal inferior esquerdo imediatamente anterior ao córtex auditivo. Dessa forma, houve diferenças na reorganização cortical em indivíduos com perda auditiva à direita e esquerda. A habilidade de compensação da perda auditiva depende muito do tratamento adotado, pois segundo Schmithorst (2005) determinada estratégia pode nutrir ou dificultar a reorganização funcional auditiva e de linguagem. Além da preocupação com o diagnóstico precoce, as dificuldades apresentadas pelas crianças com perda auditiva unilateral levaram diversos autores a voltarem-se para a investigação de recursos a serem utilizados para minimizar esse impacto da perda auditiva. As opções de intervenções relatadas nos estudos analisados em casos de crianças com perda auditiva unilateral incluem o sistema de freqüência modulada (FM) e a amplificação, seja ela: convencional por meio do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), por condução óssea ou com auxílio do sistema CROSS. Kenworthy et al. (1990) e Updike (1994) concluíram que o uso do sistema FM produziu bons resultados de reconhecimento de fala em crianças com idades entre 2 e 17 anos nas condições testadas (silêncio e ruído). Estudo realizado por Hol et al. (2005) com pacientes adultos com perda auditiva unilateral neurossensorial, avaliou os benefícios do AASI por condução óssea com uso sistema CROSS. Durante esse estudo longitudinal, todos os pacientes apresentaram bons resultados para os testes de fala com e sem ruído competitivo. Outra opção de intervenção estudada por Niparko et al. (2003) diz respeito à realização do implante coclear. Foram comparados os pacientes adultos com perda auditiva neurossensorial unilateral com implante coclear e com uso de AASI associado ao sistema CROSS. Os resultados foram baixo desempenho de ambos quanto à localização da fonte sonora, entretanto, os pacientes com AASI associado ao sistema CROSS apresentaram melhora no reconhecimento de fala com ou sem a presença de ruído e na discriminação auditiva. Segundo estudos realizados por Priwin et al (2007), uma malformação congênita da orelha externa e ou média unilateral associada a uma perda auditiva condutiva, resulta na função subdesenvolvida da audição nos termos de processamento do sinal no lado afetado. Os pacientes relataram um grau elevado de dificuldades auditivas, principalmente na questão da localização sonora. Portanto o tratamento preconizado vai desde a cirurgia de reconstrução do conduto auditivo externo (se possível) associado a amplificação, principalmente com um AASI por condução óssea. Considerando que a perda auditiva unilateral pode ocasionar dificuldades relacionadas à privação sensorial, habilidades auditivas e de linguagem, o presente estudo objetivou verificar o desempenho funcional da audição e da linguagem em crianças com perda auditiva unilateral congênita com e sem uso de AASI
Palavras-chave: Deficiência auditiva
Perdas auditivas
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FONOAUDIOLOGIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Cogeae Lato Sensu - M
Programa: Cogeae Lato Sensu - M
Citação: Prezotto, Isabela Soares Segamarchi; Simone Angélica Peternella. Avaliação funcional da audição e linguagem de crianças com deficiência auditiva unilateral. 2007. 27 f. (Mestrado em Cogeae Lato Sensu - M) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2007.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/3136
Data de defesa: 7-Dec-2007
Appears in Collections:Lato Sensu (Especialização e MBA - COGEAE)

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