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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/20153
Tipo do documento: Tese
Título: O desconcerto anarquista de John Cage
Autor: Simões, Gustavo Ferreira 
Primeiro orientador: Passetti, Edson
Resumo: Em 1988, John Cage inventou Anarchy, livro em que, a partir de escritos experimentais, valorizou as vidas de mulheres e homens anarquistas que marcaram seu percurso ético-estético libertário desde meados dos anos 1940 até a década de 1990, quando em seus últimos trabalhos, “number pieces” (1987-1992), apresentou o que denominou “harmonia anárquica”. Foi a partir da coexistência com artistas e militantes na Black Mountain College, no final da década de 1940, assim como em Nova York com o The Living Theatre (TLT), que o artista já conhecido por seu corajoso “piano preparado” passou a elaborar o anarquismo como prática de vida. “4’33” (1952), ação direta contra a representação musical dos sons e em favor da incorporação dos ruídos excluídos pelas salas de concerto, irrompeu empolgada por essa aproximação libertária. Nas décadas seguintes, vivendo ao lado de artistas e anarquistas, afastado da cidade, em Stonypoint, iniciou a publicação de how to improve the world (you only make matters worse) (1965-1982), diário mantido por mais de quinze anos e no qual apresentou a lida com os escritos de Henry David Thoreau, preocupações antimilitares e ecológicas. Apesar de quase ausente das biografias e estudos sobre o trabalho do artista, John Cage experimentou o anarquismo como o que Edson Passetti definiu heterotopias de percurso. Assim, para além de Anarchy e de obras nitidamente antiautoritárias, o artista realizou a anarquia na maneira própria de levar adiante a existência, fazendo da vida também uma invenção, afirmando um caminho outro, noção valorizada pelos filósofos cínicos, segundo Michel Foucault, para diferenciar o traço de vidas escandalosas daquelas que reiteram convenções e valores usuais. Foi este o caminho que esta tese acompanhou, estabelecendo reverberações de John Cage em atitudes anarquistas contemporâneas
Abstract: In 1988, John Cage invented Anarchy, an experimental-writing book in which he praised the lives of anarchist women and men who had influence his anarchist ethicalaesthetical trajectory from mid-1940s to the 1990s. This influence was explicit until the last of his works, entitled “number pieces” (1987-1990), in which he presented what he called the “anarchical harmony”. During the 1940s, John Cage, by then an already famous artist after his “prepared piano”, started experiencing anarchism as a life practice in contact with artists and militants in the Black Mountain College and with The Living Theatre troupe in New York. In 1952, his piece 4’33” appeared as an anarchist-oriented direct action against the musical representations of sounds and in favour of the incorporation of noises excluded from the concert rooms. The following decades, living alongside artists and anarchists in the country side location of Stonypoint, Cage started publishing ‘how to improve the world (you only make matters worse), a diary kept from 1965 to 1982 in which he engaged with Henry David Thoreau’s writings, and antimilitary and ecological concerns. Although absent of almost all biographies and studies on Cage’s work, the artist experimented the anarchism in a fashion Edson Passetti calls “pathway heterotopies”. Beyond the book Anarchy and other explicit antiauthoritarian works, Cage lively experienced anarchy in the singular way he faced his existence, making out of the everyday life an invention in which he affirmed an otherwise path. According to Foucault, the cynical philosophers valued that notion to distinguish their scandalous lives from the other ones that reify regular values and conventions. This dissertation followed this path by establishing the reverberations between John Cage and the contemporary anarchist attitudes
Palavras-chave: Cage, John
Anarquistas
Anarquismo
Anarchism
Anarchists
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Faculdade de Ciências Sociais
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais
Citação: Simões, Gustavo Ferreira. O desconcerto anarquista de John Cage. 2017. 207 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2017.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/20153
Data de defesa: 2-Jun-2017
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