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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/15726
Tipo do documento: Dissertação
Título: Entre nós: tramas e traumas em busca da confiança
Título(s) alternativo(s): Between us: plots and traumas in the search for confidence
Autor: Godoy, Sônia Maria de
Primeiro orientador: Figueiredo, Luís Claudio Mendonça
Resumo: Este trabalho apresenta através da experiência clínica, as dificuldades encontradas na técnica baseada na teoria das relações de objeto de Melanie Klein, quando utilizadas com pacientes neuróticos que se apresentam com dificuldades em suas relações. Utilizando-se de um modelo clínico, e encontrando evidência nos trabalhos de alguns autores como Francis Tustin, Sidney Klein e alguns outros, tais dificuldades são consideradas como decorrentes de estados autísticos revelados em pacientes neuróticos. Traz a hipótese de que estes pacientes apresentam experiências pré-simbólicas de natureza sensorial, por não terem sido processadas por um objeto primário que as pudesse sentir e pensar, permanecendo desta maneira, sem transformações. É sugerido, segundo Judith Mitrani, que estas experiências sensoriais não desenvolvidas mantiveram-se como proteções fortificadas contra a consciência de estados de terror que tiveram relação com a separação corporal e emocional precoce e, portanto contra a experiência com o objeto primário. Mostram experiências primitivas de auto-sensualidade e nelas, pessoas utilizadas como coisas a fim de proteger-se da dor e ganhar sensação de existência, segurança e impermeabilidade. São reações construídas internamente provocadas pela separação do corpo da mãe, embora com ausência de experiência de maternagem: trata-se de um mecanismo de sobrevivência. Como objetivo central do trabalho discute-se a importância de um analista discriminar o estado autístico em um paciente desde tipo, onde não é possível a relação objetal, evitando utilizarse de interpretações que considerem inerente tal relação. Por utilizar se de pseudorelações de objeto adesivas, os padrões estereotípicos que estes pacientes trazem podem permanecer, a menos que o analista descubra alternativas à técnica para conquistar com os pacientes estados que permitam o desenvolvimento de sua confiança primordial. Através de um caso clínico com uma paciente apresentando esta estrutura mental, traz algumas alternativas como, por exemplo, o analista se permitir ser utilizado com objeto autista pelo paciente, até que este consiga sair de suas proteções, revelando-as. Utilizando-se dos recursos teóricos e técnicos oferecidos por diversos autores, sugere que pacientes, como a apresentada, possam deixar as proteções autísticas e passar de um estado onde o outro permaneceu inexistente, para outro, onde o outro se torne alguém de quem o paciente possa demonstrar desejo de se aproximar
Abstract: This work presents through clinical experience the difficulties found in the technique based on object relations theory by Melanie Klein, when used with neurotic patients who present difficulties in their relationship. Making use of clinical material, such difficulties are considered to be the revelation of autistic states, as evidenced by Sidney Klein, Francis Tustin and others. The hypothesis is that as their pre-symbolic experiences of sensory nature had been left unprocessed by a primary object that could not think and feel them, they remained unprocessed. It is suggested according to Judith Mitrani, that these undeveloped sensory experiences became fortified protections against the awareness of states of terror related to precocious bodily and emotional separation, and so, against the experience with the primary object. When exposed their primitive auto sensual experiences, persons are shown to be used as inanimate things to keep them untouched by pain and to gain sensation of existence, safety and impermeability. These are their inbuilt set of reactions provoked by the mother bodily separateness, without the experience of a mothering person: it is a survival mechanism. As central aim this work discusses the importance of discriminating autistic state from others, since the impossibility of object relation brings the necessity of avoiding interpretations considering proper such relation. As suggested, these patients construct a mode of adhesive pseudo-object-relations, where stereotypic patterns are used and may remain, unless the analyst discovers alternatives to the technique to achieve with them the development of the primordial confidence. Through a clinical case with an adult patient presenting such mental structure, it is proposed alternatives such as the analyst allowing himself to be used as an autistic object by the patient, until he manages to get out of his protections, revealing them. Making use of theory and technique offered by some authors it is suggested that patients, such as the one presented, might overcome a state where the other remained a thing , to reach a state where this other becomes someone the patient may possibly demonstrate desire of being near
Palavras-chave: Estado autista
Pseudo-relações de objeto adesiva
Autosensualidade
Objeto autista
Autistic states
Adhesive pseudo-object-relation
Autistic object
Autosensuality
Confidence
Confianca (Psicologia)
Relacoes objetais (Psicanalise)
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Psicologia
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica
Citação: Godoy, Sônia Maria de. Entre nós: tramas e traumas em busca da confiança. 2008. 105 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2008.
Tipo de acesso: Acesso Restrito
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/15726
Data de defesa: 20-Jun-2008
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica

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