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Tipo do documento: Dissertação
Título: Aspectos psicológicos em casos de abortamento espontâneo habitual
Autor: Quayle, Julieta Maria de Barros Reis 
Primeiro orientador: Neder, Mathilde
Resumo: O abortamento espontâneo é uma das complicações mais frequentes na gravidez, com uma incidência estimada entre 15% a 20% de todas as gestações. O abortamento espontâneo habitual - i. e, aquele que ocorre pelo menos tres vezes na mesma gestante - é uma intercorrência obstétrica relativamente frequente e de etiologia controversa. É particularmente discutido o papel dos aspectos psicológicos nessa etiologia, e são poucos os dados disponíveis a respeito das reações psicológicas da mulher frente ao abortamento. Visando delimitar a contribuição da Psicologia Clinica, nessa área, a nível terapêutico e profilático, os objetivos do presente estudo foram: - verificar se existe a presença de fatores psicológicos que poderiam contribuir para a ocorrência do abortamento espontâneo habitual. - Em caso positivo, identificar quais os fatores psicológicos atuantes e como influem no processo; - Verificar como a mulher que sofre o abortamento espontâneo o percebe e o vivencia, e qual a causalidade que lhe atribui. Estudamos 45 mulheres grávidas com e sem história de abortamento habitual, procedentes do ambulatório da Divisao de Clínica do ICHC-FMUSP, com idade entre 20 e 35 anos e idade gestacional até 22 semanas. Utilizamos uma entrevista semi-dirigida e duas provas psicológicas: "Frases para Completar" (adaptação da autora) e o teste "Desiderativo". Os prontuários metílicos das pacientes foram também pesquisados. Observamos no grupo experimental, que: - a maioria das pacientes descreve o relacionamento parental de maneira negativa, atribue à imagem paterna características desagradáveis, e a mãe encontra-se ausente por trabalhar fora; - a família de origem é descrita de maneira negativa, e o relaciona to com o companheiro como ruim por um número significativo de pacientes; - as características de personalidade mais constantes foram: imaturidade, conflitos em relação à agressividade, sexualidade e dependência, com um uso acentuado de mecanismos repressivos, conversivos de negação, afastamento, e uso maciço de identificação projetiva; - é maior a ambivalência entre as tendências sado-masoguistas, a presença de aspectos depressivos e de manipulação do outro; - as respostas tenderam ao pessimismo e à subjetividade; - existe uma acentuada dificuldade em atribuir causalidade ao abortamento paralelamente à necessidade de atribuir a responsabilidade por sua ocorrência a causas externas; - as consequêcias emocionais do abortamento mais frequentemente descritas são a tristeza, a revolta, a culpa. Em ambos os grupos, observamos a existência de indiciou de um processo regressivo, descrito na literatura como frequentemente associado à gravidez . Concluímos que as variáveis psicológicas observadas parecem contribuir como facilitadores do abortamento habitual, e que existem sinais de país de um luto de difícil elaboração relacionado a perda Loca ada pelos abortamentos. Esses dados superem a necessidade da intervenção do psicológico tatuando na clínica obstétrica, junto com a equipe multiprofissional, em especial com a população de maior risco. São apresentadas, também, sugestões de novas pesquisas visando um melhor esclarecimento da contribuição das variáveis psicológicas na ocorrência do abortamento habitual
Palavras-chave: abortamento espontâneo
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Psicologia
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica
Citação: Quayle, Julieta Maria de Barros Reis. Aspectos psicológicos em casos de abortamento espontâneo habitual. 1985. 190 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 1985.
Tipo de acesso: Acesso Restrito
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/14980
Data de defesa: 30-Nov-1985
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica

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