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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/14289
Tipo do documento: Tese
Título: A semântica global em práticas discursivas indígenas tupiniquins
Título(s) alternativo(s): The global semantics in tupiniquins indigenous discursive practices
Autor: Recla, Adriana 
Primeiro orientador: Nascimento, Jarbas Vargas
Resumo: Esta pesquisa trata da semântica global em práticas discursivas indígenas tupiniquins. Tomamos como objeto de análise 46 discursos contidos na coletânea Os tupiniquim e guarani contam..., organizada por Edivanda Mugrabi (2005). Nosso objetivo é examinar de que forma as dimensões da semântica global operam no funcionamento das práticas culturais do cotidiano vivenciadas pelos sujeitos da população indígena tupiniquim e desvelam os efeitos de sentido ali presentificados. Essa temática é pertinente uma vez que as representações de tradição e os traços históricos e socioculturais, materializados linguisticamente no corpus, auxiliam na verificação das relações interdiscursivas, da subjetividade e das formas de manifestações culturais que perpassam as práticas discursivas tupiniquins. Apoiados no pressuposto de que cada funcionamento discursivo tem suas marcas relevantes e que há um sistema de restrições globais que rege todo discurso, defendemos a tese de que a organização dos elementos coercitivos de práticas discursivas indígenas tupiniquins decorre da semântica global, que rege todas as suas dimensões e funciona como uma rede de restrições. Tomamos como referencial teórico a Análise do Discurso de linha francesa, de modo particular, nas perspectivas propostas por Maingueneau (1993, 2004, 2005b, 2006a, 2007, 2008a). Elegemos como categorias de análise o interdiscurso, as cenas de enunciação (enfatizando a cenografia), os planos da semântica global (o vocabulário, a intertextualidade, o tema, o estatuto do enunciador e do co-enunciador, a dêixis discursiva, o modo de enunciação e de coesão e o ethos discursivo). Constatamos, tomando como base o princípio da semântica global, que o discurso indígena pode ser apreendido em suas múltiplas dimensões, pois na materialidade linguística estão presentes o tema, o estatuto de enunciador e do co-enunciador, o código linguageiro, o modo de coesão e de enunciação, a dêixis, a intertextualidade, o ethos, a cenografia. É por intermédio desses elementos que a alteridade discursiva indígena se manifesta, possibilitando efeitos de sentido provenientes de uma integração do plano discursivo. Verificamos que no funcionamento do discurso indígena são revelados diferentes ethos que participam da construção da cenografia, em que ressoa, por exemplo, a voz do indígena, do homem branco/dominador, de seres sobrenaturais, do enunciador, no intuito de estabelecer os efeitos discursivos. O ethos emerge em um discurso que é indígena, mas que incorpora as coerções dos discursos religioso, místico, supersticioso, entre outros. Com base nos resultados alcançados, consideramos que a semântica global, em que também se estrutura a discursividade indígena, permite o aprofundamento/ a compreensão dos limites da discursividade, haja vista que reconhecemos, apoiados em Maingueneau (2005b), que o sistema de restrições semânticas instala os princípios que tornam o discurso indígena pertencente a um certo posicionamento
Abstract: This research is about the global semantics in tupiniquins discursive practices. We take as object of analysis 46 discourses that are in the collection Os tupiniquim e guarani contam..., organized by Edivanda Mugrabi (2005). Our aim is to examine how the dimensions of the global semantic operate in the functioning of the cultural practices of everyday life experienced by the tupiniquim subjects, and show the effects of meaning present there. This theme is pertinent because the representations of tradition and the historical and sociocultural traits, that are linguistically embodied in the corpus, help in verify interdiscursive relations, subjectivity and forms of cultural expression that permeate tupiniquim discursive practices. We are based on the assumption that each discursive function has its relevant marks and that there is a system of global constraints governing all discourses, we defend the thesis that the organization of the coercive elements of tupiniquins indigenous discursive practices stems from the global semantics, which governs all aspects and functions as a constraint network. Our theoretical foundation is the Discourse Analysis, considering the French studies, in particular, the perspectives offered by Maingueneau (1993, 2004, 2005b, 2006a, 2007, 2008a). We elected as analytical categories interdiscourse, scenes of enunciation (emphasizing the scenography), plans of global semantic (vocabulary, intertextuality, theme, status of the enunciator and co-enunciator, discourse deixis, mode of enunciation and cohesion and the discursive ethos). We noted that the indigenous discourse can be grasped in its multiple dimensions, assuming the global semantics, since linguistic materiality are present in the subject, status annunciator and co-enunciator, language code, cohesion and enunciation mode, deixis, intertextuality, ethos, scenography. Through these elements, the indigenous discursive otherness manifests, allowing effects of meaning that came from an integration of the discursive level. We observed that in the indigenous people discourse is revealed different ethos that participate in the construction of the scenography, in which resonates, for example, the voice of the indigenous people, of the white/ masterful man, of supernatural beings, of the enunciator, in order to establish the discursive effects. The ethos emerges in a speech that is indigenous, but it incorporates the constraints of religious, mystical, superstitious speeches, among others. Based on the results achieved, we considering that the global semantics, on wich the indigenous discourse also is structured, allows the deepening/ understanding of the limits of discourse, considering we recognize, based on Maingueneau (2005b), that the system installs the semantic constraints principles that make native speech belonging to a certain position
Palavras-chave: Análise do discurso
Semântica global
Práticas discursivas
Tupiniquins
Ethos discursivo
Analysis of discourse
Global semantics
Discursive practices
Tupiniquins
Discoursive Ethos
Área(s) do CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUA PORTUGUESA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Língua Portuguesa
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa
Citação: Recla, Adriana. The global semantics in tupiniquins indigenous discursive practices. 2014. 308 f. Tese (Doutorado em Língua Portuguesa) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2014.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/14289
Data de defesa: 14-Mar-2014
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa

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